O Poltergeist das garrafas




Um outro caso de fins dos anos 60 aconteceria a milhares de quilômetros da Verviers, mas especificamente em Seaford, Long Island, a cerca de 40 km de Nova Iorque.

Nesta localidade, a casa do sr. James Herrmann começou a apresentar acontecimentos peculiares. Os fenômenos iniciaram-se quando apareceu retirada do gargalo a tampa de rosca de uma garrafa de água benta, cujo conteúdo se derramou. Logo, outras garrafas foram encontradas da mesma forma: no banheiro, um frasco de xampu, com o mesmo tipo de tampa rosqueada, foi encontrado deitado aberto, com o líquido derramado, assim como o foram um frasco de remédio e garrafas várias que se encontravam na cozinha e na adega.

Herrmann chegou a pensar que as garrafas tinham sido abertas por seus filhos, Lucille, de 13 anos, e James, de 12. Mas mudou de ideia quando estava a escovar os dentes no banheiro e viu espantado um frasco de remédio deslizar por mais de 40 centímetros, na horizontal, sobre a prateleira de madeira e desfazer-se contra o lavatório de porcelana sem que nada ou ninguém o empurrasse.

Apesar da aparente trivialidade dos fenômenos, os mesmos começaram a dar prejuízo à medida que se intensificavam. James Hughes, um agente de polícia extremamente cético, foi chamado à casa e entrevistou longamente a família. Inicialmente. ele pensou que os acontecimentos eram obra dos filhos de Herrmann, mas enquanto estava na sala de jantar falando com todos da casa, mais rolhas começaram a saltar das garrafas. Hughes voltou ao departamento onde notificou que presenciou pessoalmente acontecimentos estranhos e que, pensava, seria bom se um outro agente pudesse dar sua opinião sobre o que estava ocorrendo na casa dos Herrmanns. Foi quando um detetive chamando Joseph Tozzi aceitou encarregar-se do caso.

Ainda mais cético que Hughes, Tozzi era um frio investigador, experiente em desmentir pessoas. Esperava, de algum modo, conseguir comprovar que o caso era simulado por algum dos membros da família Herrmann. Tozzi, que até a sua

aposentadoria dizia não acreditar em fenômenos paranormais, não conseguiu, explicar o que iria presenciar. Ele, ao observar atentamente a casa e seus ocupantes, viu uma figura de porcelana voar lentamente através da iluminada sala de jantar, espatifando-se contra uma mesa.


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Quando Hermann percebeu que os frios policiais estavam completamente confusos diante dos fatos, acreditou que a tensão chegou ao clímax do suportável e resolveu levar toda a família para passar algumas semanas com parentes. Neste intervalo, nada aconteceu na nova localidade, e isso os levaria a pensar que talvez o fenômeno poderia também ter sido extinto em sua própria casa. Contudo, na exata noite em que regressaram ao lar, uma taça de cristal ergueu-se no ar, quebrando-se.

Outros vôos de objetos, quebras inexplicáveis e destampamento de frascos e garrafas continuaram a ocorrer até os fenômenos entrarem na fase de declínio, extinguindo-se completamente (READER’S DIGEST, 1980, p. 410).

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