Curar pela emoção

Atualizado: Mar 7




Pergunta: O que há de tão importante nas emoções, a ponto de a espiritualidade superior valorizá-las magnificamente?

Resposta: Deduzamos, pelo menos teoricamente, a sacralidade que Verônica alimentou na sua vida mental, aguardando uma oportunidade para aproximar-se do Nazareno Mestre. A emocionante expectativa que ela guardava no seu mundo íntimo de ser curada se apenas tocasse nas vestes do Anjo do Amor, do Anjo da Cura Espiritual. A sua luminosa Chama Crística, esplendorosamente acesa com as cores da Vida, quando ela desenhava na sua tela mental a figura angelical do Enviado Celeste — Jesus de Nazaré.

O chefe da sinagoga, chamado Jairo, foi ao seu encontro. Lançou-se a seus pés e rogou-lhe que fosse à sua casa, porque tinha uma filha única, de uns 12 anos, que estava para morrer. Jesus dirigiu-se para lá, comprimido pelo povo.

Ora, uma mulher que padecia dum fluxo de sangue havia 12 anos, e tinha gasto com médicos todos os seus bens, sem que nenhum a pudesse curar, aproximou-se dele por detrás e tocou-lhe a orla do manto; e no mesmo instante lhe parou o fluxo de sangue. Jesus perguntou: “Quem foi que me tocou?” Como todos negassem, Pedro e os que com ele estavam disseram: “Mestre, a multidão te aperta de todos os lados.” Jesus replicou: “Alguém me tocou, porque percebi sair de mim uma força.” A mulher [Verônica] viu-se descoberta e foi tremendo e prostrou-se aos seus pés; e declarou diante de todo o povo o motivo por que o havia tocado, e como logo ficara curada. Jesus disse-lhe: “Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz.”

Enquanto ainda falava, veio alguém e disse ao chefe da sinagoga: “Tua filha acaba de morrer; não incomodes mais o Mestre.” Mas Jesus o ouviu e disse a Jairo: “Não temas; crê somente e ela será salva.” Quando Jesus chegou a casa, não deixou ninguém entrar com ele, senão Pedro, Tiago, João com o pai e a mãe da menina. Todos, entretanto, choravam e se lamentavam. Mas Jesus disse: “Não choreis; a menina não morreu, mas dorme.” Zombavam dele, pois sabiam bem que estava morta. Mas segurando ele a mão dela, disse em alta voz: “Menina, levanta-te!” Voltou-lhe a vida9 e ela levantou-se imediatamente. Jesus mandou que lhe dessem de comer. (Lucas 8:41-55)

Certo é que não temos palavras que traduzam integralmente a divina emoção que Verônica sentiu ao tocar nas vestes do Sublime Anjo e Arauto do Cristo-Pai a serviço da Vida na Terra. A descarga energética do Hálito da Vida absolvido pelo seu corpo. A transfusão da Essência advinda do Cristo-Amor por intermédio do Seu crístico filho — o Nazareno Mestre — para recompor a vitalidade da alma e do corpo de Verônica. Mesmo assim! Mesmo sem evolução para avaliarmos a sacratíssima emoção que Verônica experimentou, de uma coisa temos certeza: A principal causa que propiciou a emocionante e sagrada dádiva da sua cura foi a paisagem mental elaborada por ela na expectativa, e cheia da divinal esperança, de sentir as emanações da aura do Sublime Peregrino — o Meigo Jesus —, o Arauto do Amor na Terra.

Ora, somando a luminosa expectativa de Verônica à luz revitalizante do Nazareno Mestre que, por Sua vez, estava conectado ao Cristo-Vida, ela ficou curada.



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No que diz respeito à filha de Jairo, o Amado Anjo reativou-lhe os pontos vitais e ela ficou curada. O mais importante naquele evento foi a emoção que sentiram aqueles que estavam nas imediações da casa do chefe da sinagoga ao ver a menina refeita. Aleluia, Senhor!

Diante de tais acontecimentos, podemos deduzir o poder sagrado das emoções superiores. E mais ainda, que é característica dos espíritos evoluídos se emocionar com tudo que expresse beleza, vida e a Onipresença de Deus.

Pergunta: Nessas curas “milagrosas” os espíritos manipulam o prana10 como energia medicamentosa?

Resposta: O prana é intrínseco à Criação. É Essência Vital que, além de estar em toda a Criação no plano da existencialidade, encontra-se, em potencial, nas dimensões da essencialidade, podendo ser polarizado por encarnados e desencarnados, em benefício próprio e, também, dos seus semelhantes.

Consta no livro Elucidações do Além, de Ramatís, 9ª edição em 2003, psicografia de Hercílio Maes, Editora do Conhecimento:

O prana é responsável por todas as manifestações da vida do Universo... É energia cósmica... É força-energia dinâmica que vitaliza todas as coisas e todos os planos de atividades do espírito imortal...

O prana é energia que liga o elo vital ou o elemento oculto, que associa os átomos, as moléculas e as células para compor o Universo... Prana é o sopro de vida ou energia vital... Onde se manifesta a Vida aí existe prana.

Visto que o prana é intrínseco à Criação, os espíritos, em muitos casos, nas atividades terapêuticas, apenas “ativam” a cota existente no organismo das pessoas. Em outras situações, manipulam-no da Natureza em benefício dos que necessitam.

O prana tem cor branca. Quando Jesus, naquele momento sagrado no monte Tabor, Se transfigurou, Ele acionou a Sua Força Superior, o Seu Cristo Interno, e entrou em contato mais direto com o Cristo-Pai, metamorfoseando-Se em alvura lirial. Na verdade, Ele dinamizou a Sua essência prânica de imaculada alvura tão magnificamente que os Seus discípulos compararam-No com um sol, tal foi a quantidade de luz que emergiu da Sua alma e do Seu corpo somático.

Ainda no referido livro de Ramatís, consta:

O prana, sabendo ativá-lo nas entranhas do seu organismo, conseguirá eliminar certas moléstias ainda frequentes em sua existência(...) É transformador de estabilidade a regular a voltagem mais certa para o seu tipo biológico (...) Dominando o metabolismo e a função dos chacras, do duplo etérico, então seria capaz de repor, de imediato, a carga vital faltante e consumida nas relações com as criaturas desvitalizadas.

Pergunta: A proposta do Cristianismo Renovado exalta a cura pela emoção que, quando manifestada, os olhos veem e os ouvidos ouvem. E as emoções que transcendem aos sentidos físicos, também conseguem nos curar?

Resposta: É evidente, pois somos o que pensamos. Logicamente, vamos continuar pensando no belo, no positivo, nos panoramas que nos projetem para o eterno amanhã e, desta forma, manteremos a nossa vitalidade. Mas tenhamos sempre em mente quanto ao valor sagrado das emoções. Desse modo evitaremos que as informações que chegam ao cérebro impermeabilizem o nosso coração.

Escreveu Ozias Arthur, em nome das Sagradas Fileiras, psicografia de Therezinha Teixeira Pereira de Carvalho: “As emoções são o alimento do espírito e, apesar de nem sempre serem favoráveis, são tão necessárias quanto o ar que respiramos, ou a água que bebemos.

Para despertarmos as habilidades emocionais das quais somos portadores:

Introjetemos na nossa alma a mensagem evangélica da Grande Estrela — Jesus de Nazaré —, o Soberano do Amor — Aquele que vivenciou o amor de amplitude cósmica.

Permitamos que cheguem ao nosso consciente as nossas potencialidades divinas, e assim teremos condições de ouvir as melodias universais e nos emocionar magnificamente com as aquisições dos tesouros celestes em detrimento dos terrestres.

Sejamos indulgentes para conosco, tendo em vista que quem não se perdoa cria sólidas barreiras energéticas em torno de si, as quais impossibilitam à alma vislumbrar os clarões da eternidade faiscando no espaço sideral e impedem que da Grande Estrela — o Nazareno Mestre — saia uma misericordiosa voz a nos dizer: Deixa tudo e segue-Me. Ou seja, deixar tudo que prende a alma ao plano da relatividade e passar a almejar singrar os espaços siderais na condição de um ser cósmico.

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