Chico Xavier e a interação extraplanetária

Atualizado: Mar 7




A história do médium mais famoso e conhecido de nosso país, nascido no dia 2 de abril de 1910, na cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, é muito mais do que um exemplo de dedicação aos necessitados, seja mediante suas psicografias, ou mesmo por meio das atividades beneficentes que se desenvolveram ao longo de expressiva parcela de sua vida, sua jornada no planeta, finalizada com seu retorno à pátria espiritual no dia 30 de junho do ano de 2002, fato acontecido na cidade de Uberaba, município onde desenvolveu em grande parte sua missão.

As obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier, centenas de livros (mais de 400), revelam de uma forma mais do que especial todo o drama humano, mediante suas mensagens de esperança e de conhecimento, trazendo uma visão de uma realidade que, se fosse já do conhecimento da humanidade em termos gerais, o planeta que hoje é nossa casa seria bem diferente. Estaríamos vivendo além das possibilidades de destruição, longe das guerras de extermínio que vivenciamos no século 20, do risco de um holocausto nuclear, e da própria degradação de nosso meio ambiente, e isso há muito.

Os livros do médium, que atingiram tiragens nunca vistas antes no Brasil, por vontade dele sempre tiveram todos os direitos autorais cedidos a instituições de caridade. Ele foi o “grande consolador” para aqueles que precisavam receber mensagens do outro lado da realidade que envolve cada um de nós.

Chico Xavier deu seguimento a Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, que na obra O Livro dos Espíritos, lançado em Paris (França), no dia 18 de abril de 1857, já falava da pluralidade dos mundos habitados.

“Todos os globos que circulam no espaço são habitados?” Essa é uma das perguntas que foram feitas aos espíritos por Kardec, mais especificamente a de número 55 da citada obra. Em resposta, ele foi informado que “Sim, e o homem da Terra está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se julgam muito fortes e pretendem que só este pequeno globo tenha o privilégio de abrigar seres racionais. Orgulho e vaidade! Acreditam que Deus criou o Universo só para eles”.

Comentando essa mesma revelação, Kardec escreveu em seu livro que “Deus povoou os mundos de seres vivos e todos concorrem para o objetivo final da providência. Acreditar que os seres vivos estejam limitados a um único ponto que habita o Universo, a Terra, seria por em dúvida a existência de Deus, que não fez coisa alguma inútil”.

Um dos pilares do Espiritismo é justamente a noção da pluralidade dos mundos habitados. É importante ressaltar, para começar, que os chamados planetas extra-solares são uma descoberta de poucas décadas atrás, e por meio dos espíritos, que se comunicavam com Kardec, apesar dessa terminologia não ter sido utilizada, parece evidente que essas entidades já falavam dessa realidade universal, e não de planetas como um privilégio de nosso Sistema Solar. Além, é claro, da revelação de que esses mundos são habitados, e muitos por seres superiores ao homem que hoje habita a Terra. Uma verdade ainda surpreendentemente longe da percepção de expressiva parcela da atual humanidade, mergulhada na ignorância em seu sentido mais literal.

Mas se Kardec teve o privilégio de escrever e divulgar como uma das bases do Espiritismo a realidade da pluralidade dos mundos habitados, como ressalta sempre o amigo Geraldo Lemos Neto, quando aborda em suas conferências a questão da ligação entre o Espiritismo e a Espiritualidade com a Ufologia, foi Chico Xavier a primeira personalidade religiosa na história a falar abertamente, em uma rede de televisão e rádio, sobre a existência de outras civilizações cósmicas, que dividem o Universo com nossa humanidade.

Esse acontecimento histórico aconteceu durante as duas edições do programa “Pinga Fogo”, gerado e transmitido ao vivo para milhões e milhões de pessoas a partir dos estúdios da hoje extinta rede Tupi de televisão, situada na cidade de São Paulo (SP). Um momento realmente histórico e singular na revelação da realidade espiritual, e sobre a existência de vida no Universo.

Mas apesar até de muitos espíritas não terem conhecimento, as ligações do médium brasileiro com a realidade da existência de outras civilizações cósmicas vai muito além do que foi apresentado por ele em rede nacional de televisão em 1971. Seu contato com esse tipo de realidade foi se ampliando progressivamente.

A aproximação entre o médium e Geraldo Lemos Neto teve início no ano de 1981, quando Geraldinho, buscando conhecer Chico Xavier, foi a São Paulo ouvi-lo. Desde o início houve uma clara afinidade entre eles. Em 1984, além de visitá-lo em Uberaba já com frequência, passou, mediante convite do próprio médium, a se hospedar em sua residência. Essa nova realidade só ampliou as possibilidades para que ele, privando da intimidade de seu anfitrião, pudesse buscar aprofundar com Chico Xavier, mediante longas conversas, os temas de seu interesse, incluindo entre eles a questão extraterrestre.

Geraldinho, como era chamado pelo próprio Chico Xavier, acabou tomando conhecimento de que o médium havia estado, fisicamente e de forma direta, frente a frente com o fenômeno UFO, incluindo seus próprios tripulantes.

Da mesma forma que Geraldo Lemos Neto se tornou o grande guardião das informações referentes à Data Limite, foi ele também que, por seu próprio interesse na questão alienígena, mediante conversas com Chico Xavier, acabou também recebendo de forma privilegiada informações sobre esse outro aspecto de sua vida, cujas implicações na verdade se fundem com o assunto anterior.

Em uma dessas oportunidades, devido a seu interlocutor ter manifesto também interesse em encontrar os seres extraplanetários, Chico Xavier resolveu fazer um alerta. Lemos Neto foi informado sobre a existência de seres perigosos, que apesar do avanço de suas sociedades dentro da área científica e tecnológica, representam perigo em caso de contato, pelo menos no aspecto individual, para aqueles que pudessem ser envolvidos nesse tipo de experiência.

“Você deve ter cuidado, Geraldinho”, revelou Chico Xavier, conforme narra o autor do livro Não será em 2012.... Segundo o médium, “embora a maioria das civilizações que já desvendaram os segredos das viagens interplanetárias seja de grande evolução espiritual, voltadas ao bem e à fraternidade, há também aquelas que somente se desenvolveram no campo da técnica, enregelando os sentimentos mais nobres do coração. Representantes dessa outra turma também têm nos visitado, mas com objetivos escusos. Para eles, nós somos tão atrasados que não prestam nenhuma atenção às nossas necessidades e aos nossos sentimentos. São eles que raptam pessoas e animais para experiências horrorosas em suas naves”.

Chico narrou a Geraldo Lemos Neto, em seguida, que, numa viagem em que ia de Uberaba para a cidade de Franca, passando por Ribeirão Preto para visitar uma amiga que havia sofrido uma cirurgia cardíaca, teve uma experiência que o assustou muito. No carro, dirigido pelo doutor Elias Barbosa, estavam ainda Vivaldo Cunha Borges (ex-cunhado de Geraldinho), e o próprio Chico, no banco de trás.


Ganhe 15% de desconto na compra deste livro, usando o cupom:

1910-30HE-6LE7-HOCC

(o desconto só irá aparecer no fechamento do pedido, onde existe o campo para inserir o código de desconto acima).


Segundo a narrativa, por volta das 3 horas da madrugada, “uma luz meio baça, de cor alaranjada, envolveu o automóvel e passou a segui-lo. O doutor Elias achou por bem encostar o carro e esperamos os três para ver o que ia acontecer. Comecei a orar intuitivamente, pedindo aos amigos que me acompanhassem na prece. O espírito de Emmanuel se fez presente e nos solicitou redobrada vigilância. A nave apareceu então no pasto ao lado, iluminando toda a natureza em torno com sua luz alaranjada e baça. Ela pairou no ar sem tocar o solo, e do meio dela saiu uma luz mais clara ainda, de onde desceu uma entidade alienígena”. Continuando a narrativa, Chico Xavier informou a Geraldinho que o ser tinha “uma aparência humanoide, mas muito mais alto do que nós, com cerca de três metros, quase esquelético”. Conforme ainda o relato fornecido a Lemos Neto, o médium rogou ao Senhor que afastasse aquele ser que trazia consigo algo realmente ruim, pressentido, ou sentido, mediante atuação do próprio Emmanuel.

Felizmente para todos aquela entidade ou ser se afastou, desistindo dos ocupantes do carro, foi em direção à sua nave e entrou. “Depois, o veículo interplanetário se elevou do solo e eu vi perfeitamente uma vaca sendo levada até o seu interior, como se levitasse até lá”, completou Chico, revelando ainda para Geraldo Lemos Neto que em seguida a nave desapareceu da vista de todos, com uma velocidade espantosa.

Emmanuel, o mentor de Chico Xavier, revelou ao médium que “estes irmãos infelizmente não eram vinculados ao bem e ao amor, mas eram de sociedades que pilhavam planetas em busca de experiências genéticas estranhas”. De vez em quando, segundo o mesmo mentor, “abduzem homens e animais para suas aventuras laboratoriais”.

A atuação dessas entidades negativas e que não possuiriam nenhuma forma de respeito pelo homem que está hoje na Terra, conforme foi revelado por Emmanuel ao seu médium, não seria mais perigosa, ou ativa, por conta da vontade de “Nosso Senhor Jesus”, que estabeleceu “normas e guardiões para proteger a humanidade terrestre, ainda tão ignorante quanto às realidades siderais em sua infância planetária”.

Após relatar para Geraldinho a experiência daquela madrugada do ano de 1972, Chico Xavier o aconselhou: “Então, meu filho, se você avistar alguma entidade com as características que lhe dei – três metros de altura e corpo humanoide esquelético –, corra! Pernas para que te quero!”

603 visualizações