As Doenças Psicossomáticas



Pergunta: Qual a causa oculta que faz com que um casal, quando deseja e não tem filho, sofra certa alteração nas suas emoções, dando a perceber claramente que existe, em muitos casos, um grande vazio na vida, provocando até mesmo o divórcio?

Resposta: Quando se trata de pessoas que conhecem a Lei de Causa e Efeito, dificilmente há revolta e muito menos a separação. O reencarnacionista é sabedor de que um casal que não tem filho, ainda que muito deseje, não deve analisar este fato por um único prisma. Certo é que, assim como pode ser espírito que em vidas pretéritas, de alguma forma, negligenciou os deveres da paternidade ou da maternidade, pode ser, também, que esteja em reencarne direcionado para desenvolver outras habilidades. Nos eventos, em especial nos naturais, precisamos considerar o ponto e o contraponto. E, quando não alcançarmos o contraponto, a atitude mais cristã é silenciar.

Quando se trata de não procriarmos porque estamos “cumprindo carma negativo”, não devemos nos dar por satisfeitos, cruzar os braços e abraçar a resignação como se, resignados, conseguíssemos resolver o problema. Ao contrário, temos que procurar todos os recursos para o nosso refazimento psicossomático e emocional, de preferência sem ansiedade. A mulher principalmente, porque, na ânsia de ter os seus filhos, ela pode dificultar a ação do organismo para a concepção, uma vez que a mente dela não muda de foco.

É muito comum acontecer de, após terem passado longo período no plano espiritual recebendo novas instruções sobre os nobres e sagrados valores das encarnações de espíritos nos nossos lares, pessoas voltarem à corporificação para dinamizar o sentimento — essas mesmas pessoas que, agora encarnadas, estão temporariamente sem o direito da procriação. Nesse caso, embora o casal tenha sido informado, quando ainda no plano espiritual, de que não teria filhos, ao reencarnar sente vontade incomum de tê-los. É o subconsciente que, apesar de inibido pelo consciente, está querendo candidatar-se à aprendizagem de valorização da vida.

Em muitas oportunidades a vontade de ter filhos é tão grande que o casal adota e os ama como se fossem seus. Essa decisão espontânea e amorosa, sem a preocupação de nenhum favorecimento divino ou compensação aos equívocos das vidas anteriores, pode desatar as algemas psíquicas que impediam a concepção e, em consequência, ela vir a acontecer após a adoção. Assim, fica evidente que o casal venceu o carma negativo, se foi o caso, pois resgatou o seu passado com a adoção festiva e consciente. Isso demonstra que a natureza revitaliza o organismo humano quando este segue o mandamento divino apresentado por Jesus: Amai-vos uns aos outros! (João 15:12) Há, também, situações em que um terapeuta pode desbloquear a mente do casal candidato à procriação e energizar os ventres, principalmente o feminino, para facultar a sagrada concepção.

Quem adota uma criança, além de dinamizar a sua capacidade de amar, dá a sua valiosa contribuição às criaturas desprovidas de uma família que, também pelo imperativo da Lei de Causa e Efeito, nasceram sem um lar. Quem ampara uma criança abandonada, proporcionando-lhe um lar carinhoso e com o calor do afeto, treina a libertação da sua consciência atrelada às desilusões e vicissitudes geradas em encarnes anteriores.

Aquele que no passado repudiou o lar amigo dos seus genitores pode, atualmente, ser recebido em outro lar sem ligação consanguínea para, pelo bom exemplo, amalgamar outra estrutura psicológica com possibilidade de também deixar os seus rastros luminosos como exemplos para a sociedade, amando outros filhos de Deus.

No balanço final realizado pela Lei do Carma, quem mais lucrou foi o casal que fez a adoção, ao oferecer ao adotado a bênção do amor fraterno. E ele, se criar o hábito da sagrada gratidão, tornar-se-á um cristão operante na obra do Criador.

Observemos que as doenças psicossomáticas devem ser tratadas com seriedade e sinceridade diante das Leis do Criador. Nunca se deve ficar contemplando os erros do passado sem ação renovadora, tendo em vista que o passado deve ser vencido no presente, pois não temos dúvidas de que o ponto final da evolução é Deus.


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“Conhece-se o espírito pela sua incessante transformação moral.” (Allan Kardec)

Pergunta: Por vezes acontece a concepção e, em seguida, o aborto natural. Nesse caso a Lei do Carma está “punindo” os pais ou o espírito reencarnante?

Resposta: Comentamos em outra oportunidade que a Lei do Carma21 não pune e que apenas faz um balanço entre os atos positivos e negativos do espírito. Na verdade, a Lei do Carma proporciona, a cada indivíduo, o desfecho, o resultado entre o saldo positivo e o negativo contabilizado pela Lei de Ação e Reação em cada encarnação. Em assim sendo, procuremos melhorar as nossas ações a fim de desencarnarmos com saldo positivo perante a Lei do Carma.

Mesmo “autorizada” pela Lei do Carma a conceber seus filhos, se a pessoa fez ou faz uso de determinadas toxinas abortivas, pode sofrer o aborto dito “natural”, que na verdade foi provocado artificialmente por causa de vícios, ingestão de determinados “medicamentos”, alimentação inadequada, conduta mental de baixo nível, fatores esses que dificultam o trabalho oculto da Mãe Natureza no organismo feminino — sem considerar que, em muitas situações, há a má qualidade do material fecundante fornecido pelo organismo masculino.

No caso de baixa ou desarmonizada frequência mental, o aborto também pode ser provocado por obsessores, por espíritos que querem se vingar, pois se consideram prejudicados em outras oportunidades. Evidentemente, não eliminamos a possibilidade de uma falha técnica do processo reencarnatório, tendo em vista que o planeta Terra ainda é uma pequena escola de aperfeiçoamento moral e científico-espiritual, onde os espíritos da crosta terrestre por enquanto não atingiram acentuado nível de evolução e perfeição.

A Terra é um diminuto laboratório onde os Emissários de Deus fazem ensaios, procurando auferir novos conhecimentos para aplicar na evolução do orbe e de sua humanidade.

O espírito, quando está muito onerado perante a Lei do Carma e após ter ficado muito tempo aguardando autorização para reencarnar, pode ter o estado emocional muito ruim por causa da ansiedade e da preocupação em não perder a sagrada oportunidade de nova reencarnação. Tais sentimentos também podem desarticular a vida mental da futura mãe, modificando seu fluxo normal de energias vitais, e daí advir o aborto. Portanto, não podemos padronizar o motivo do aborto dito “natural”.

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