Amar é a ciência cósmica da alma

Atualizado: Mar 7




Pergunta: Por que o amor é remédio para todos os males da alma e do corpo?

Resposta: Já concebemos que curar-se ou curar alguém é um ato de amor. Em assim sendo, a tendência natural e lógica, é o ser humano melhorar-se moralmente para ter condições de auxiliar no refazimento dos seus semelhantes carreando o Hálito Vital através do olhar, do sorriso, do bom humor, da expressiva alegria de viver, da voz misericordiosa, que são atitudes terapêuticas de alto nível.

Apesar das louváveis conquistas da medicina clássica na superfície da Terra, longe estamos da técnica de os médicos encarnados operarem nos corpos etéricos, o que está previsto para mais à frente, quando estivermos espiritualmente mais evoluídos. Os cirurgiões espirituais operam, primordialmente, nos corpos sutis, embora alguns, quando necessário, o façam também nos corpos físicos. Num futuro próximo, os cirurgiões e terapeutas corporificados, de um modo geral, terão condições para eliminar a dor sem as dramáticas cirurgias, tão comuns à nossa atual ciência médica1.

Disse o divino médico de almas: Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais também vós. (João, 13:15) Assim, em cada situação em que Jesus foi solicitado a intervir, Ele, num impulso de amor pelos Seus semelhantes, acionou o Seu Cristo Interno, por ressonância entrou em contato consciente com o Cristo-Pai e realizou maravilhas. Potencialmente, nós também somos capazes, tendo em vista que, em cada ato de amor que realizamos, entramos em contato com as correntes de pensamentos compostas pelos espíritos superiores, que vivem sintonizados com o Cristo-Amor. Com o Cristo-Vida.

Nas existências mais recuadas, nós acreditávamos na Infinita Bondade de Deus, embora desconhecêssemos as Leis da Sua Infinita Justiça. Assim foi que, mesmo sem termos evolução espiritual nem científica de nível elevado, a Natureza nos socorria em nossos momentos de súplica aos Céus devido às nossas puras intenções, apesar de ignorantes que éramos quanto à Regência Cósmica da Criação. Nesses casos, a intenção se sobrepõe à evolução espiritual, e o Universo age de forma magnífica a nosso favor, respondendo às nossas aspirações.

Atualmente, conhecedores que somos da Lei de Ação e Reação, os métodos antes usados pelas religiões já não satisfazem por completo, tendo em vista a nova forma mental do ser humano em razão de seu grau de evolução, que lhe permite substituir a crença cega pela fé raciocinada, sendo que Fé tem o sentido sagrado de fidelidade às Leis do Supremo Legislador — Deus.

Quando se fala que o amor é remédio para todos os males da alma e do corpo, podemos recorrer a alguns conceitos do cientificismo cósmico2:

Cristo é sinônimo de Amor Universal. Por sermos portadores do Cristo Interno — uma Fagulha do Cristo-Pai em nós —, quanto mais amamos, mais sentimos a inesgotável Fonte do Amor responsável pelas vidas de todos os reinos da Terra — o Cristo Planetário Terráqueo — nos revitalizando. A ação de amar produz reações cristicamente motivadoras, e a criatura vai sendo cada vez mais impulsionada a amar ao Criador para ter melhores condições de amar as criaturas. É processo tão natural quanto o ato vital de respirar.

Em sendo o Amor a Essência da Vida, fica evidente que, quanto mais o Cristo-criatura exteriorizar amor, mais entrará conscientemente em contato vibracional, por ressonância, com o Cristo-Amor — o criador da Terra—, mantendo a sua vitalidade.

Devido ao nosso grau evolutivo atual, sem mistérios divinos, mas pela lógica das leis que regem o universo criado, aceitamos a ideia de que, quanto mais amamos, mais nos fortalecemos emocional e organicamente para enfrentar os desafios naturais da vida e manter a saúde da alma e do corpo biológico.

Tendo em vista que a Lei da Impermanência não faculta estagnação eterna, os espíritos refratários ao novo têm vida mental muito repetitiva, o que não é saudável, considerando que é intrínseco à Lei da Evolução o eterno aumento de frequência do espírito, em função da evolução da massa planetária e da sua sociedade como um todo. Parar no tempo contemplando o passado é atitude antivital, porque o espírito foi criado para eternamente buscar o novo, para evoluir, ascender e transcender ao universo da forma.

Com a cura parcial, uma forma de oportunizar ao doente refletir melhor sobre a maneira de conduzir a vida, os benfeitores espirituais produzem maravilhas, mas é cura paliativa, pois a cura definitiva é a autocura.

Sem descobrir a causa não há como combater, conscientemente, o efeito. O indivíduo tem que trabalhar-se no sentido de descobrir quais as origens que geraram consequências em forma de doenças para, dessa forma, ter condições de redirecionar a sua conduta diante das Leis do Supremo Legislador e curar-se. Entretanto, antes da cura plena, saiba ele que terá de receber elegantemente os efeitos de causas pretéritas, ou tornar-se, por impulso natural, um missionário a serviço dos seus semelhantes. A prática silenciosa da caridade é excelente medicamento para atenuar as reações das nossas ações menos luminosas.


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Pergunta: Uma vez que amar é a ciência cósmica da vida, podemos associar felicidade com amor, de forma que uma pessoa feliz seja capaz de amar-se e amar ao próximo?

Resposta: Quase sempre confundimos bem-estar com felicidade. Certo é que os bens materiais podem nos proporcionar conforto, alegria e até segurança existencial diante da sociedade, mas não trarão necessariamente felicidade, tendo em vista que o plano físico é transitório e a felicidade é conquista perene do espírito imortal e eterno.

Com base nas Constantes Universais, avaliemos:

Por ser a felicidade uma aquisição progressiva na condição de patrimônio eterno do espírito imortal, ela é um tesouro celeste que continuará além da vida somática, enquanto os tesouros terrestres são todos perecíveis.

O retorno do bem praticado aos nossos semelhantes sem tocar a trombeta é excelente para nos proporcionar felicidade. As emanações benfazejas advindas dos corações daqueles que são gratos pelo que receberam de outras criaturas sempre proporciona felicidade. É o magnetismo daquelas criaturas que, por serem mais conscientes da finalidade sagrada do existir, emite ondas de gratidão aos Céus por terem recebido de outros humanos o abraço da solidariedade, a bênção do sorriso e o acalanto com a voz da misericórdia.

Devido à nossa atual graduação espiritual, compreendemos que geramos a nossa felicidade na mesma proporção em que ampliamos a nossa visão com o objetivo de resolver o avassalador problema social, dado que não é possível alguém sentir-se plenamente feliz ao contemplar a desarmonia e o desequilíbrio na política econômica e social do nosso planeta. Quantas pessoas existem sem o sagrado pão à mesa ou até mesmo sem a água vivificadora e mantenedora da vida?

Visto que a reação da ação superior realizada por cada criatura em benefício dos seus semelhantes encarnados e desencarnados causa felicidade, é possível deduzir o quantum de energias com ondas da gratidão que recebem aqueles que conseguem repartir o pão para multiplicar esperanças nos corações daqueles que precisam despertar as suas potencialidades divinas para se autoconduzirem.

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