A maldição da múmia na ótica do espiritismo

Atualizado: Mar 7




Vê-se a suposta maldição da múmia como decorrência da influência dos espíritos e de fluidos desequilibrantes ou como de nossa própria responsabilidade. Os faraós, para os egípcios, eram verdadeiros deuses. Muitos servidores se apegaram, mesmo depois de desencarnados, aos serviços desses reis. Contudo, os espíritos e os fluidos que nos rodeiam apenas têm influências relativas, pois só terão forças se tiverem afinidade com nossas imperfeições íntimas.

Talvez as mortes que rodearam as múmias e muitas outras pessoas tivessem, de alguma forma, uma ligação, respondendo, perante as leis divinas, a esses acontecimentos que muitos acham que são mera coincidência. Na verdade, são resgates e ajustes, pois as ligações de afeto e desafeto são construídas ao longo das muitas reencarnações.

É preciso entender que “as trevas só têm a importância que nós lhes emprestamos” (Ermance Dufaux). Os fluidos negativos, seja qual for sua origem, só terão anuência sobre nós se tivermos o mesmo teor de vibração em nosso interior. Assim, acabamos por negligenciar os desígnios divinos para aceitarmos que nossas vidas são determinadas pelo contato com certos objetos, maldições ou “mal olhado”. Por vezes, agimos dessa forma, para diminuirmos as nossas próprias responsabilidades, não aceitando a necessidade de algum acontecimento para nosso aprendizado.

Como observamos na questão 530 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, os espíritos levianos e zombeteiros podem criar pequenos embaraços à realização de nossos projetos e transtornar nossas previsões. São eles, algumas vezes, os causadores do que se denominam pequenas misérias da vida humana. Eles se felicitam em causar aborrecimentos que significam para homens provas destinadas a exercitar a paciência.

Quando não conseguem realizar seus desejos, vão embora. Outras vezes, somos culpados por nossa irreflexão, em outras existências, cometendo desatinos que se transformam, em novas existências, em um processo de obsessão e penúria.

Não duvidemos que só atraímos aquilo de que necessitamos, e, acima de todos nós, está a misericórdia divina, que não nos permitiria passar por algo que não merecíamos viver. Mais uma vez, cita-se O Livro dos Espíritos, na questão 557, cuja pergunta é: “Podem a bênção e a maldição atrair o bem e o mal para aquele sobre quem são lançados?”.

Vemos a resposta dada pelo espirito de verdade, dizendo: “Deus não escuta a maldição injusta e culpado perante ele se torna o que a profere. Como temos os dois gênios opostos, o bem e o mal, pode a maldição exercer momentaneamente influência, mesmo sobre a matéria”.

Toda a influência só se manifesta pela vontade do Criador, como aumento de prova para aquele que é dela objeto. Ademais, o que é comum é serem amaldiçoados os maus e abençoados os bons. Jamais a bênção e a maldição podem desviar da senda da justiça a providência, que nunca fere o maldito, senão quando mau, e cuja proteção não acoberta senão aquele que a merece, como conclui-se em O Livro dos Espíritos.

A invigilância moral e os descaminhos dela resultantes geram angústias que, sem esforço, não se dissipam: ao contrário, fixam-se na mente de quem assim procede. Isso pode demorar séculos (cristalização do e no tempo), gerando “múmias espirituais”, isto é, espíritos hibernados no autodesequilíbrio.

Os espíritos, quando em suas fases primárias da evolução, passam pelo caminho da ignorância, constituindo temporariamente o mal. É tudo uma questão de posicionamento de ideias. Quando na ignorância, o espírito obra o mal; quando no entendimento, o bem. As leis que regem as ações, tanto em uma área como na outra, são as mesmas. Isso equivale a dizer que, pelo menos teoricamente, tudo o que magneticamente se pode fazer no campo do bem é possível de ser feito também fazer no campo do mal.



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Algumas pessoas têm um poder magnético muito grande, do qual podem fazer mau uso, se seu próprio espírito for mau. Nesses casos, poderão ser secundadas por maus espíritos.

Por isso, procuremos nossa mudança íntima educando nossas imperfeições e agindo sempre no caminho do bem. Não procuremos a perfeição instantânea ou a ilusão de sermos autossuficientes em nossa proteção espiritual. Confiança em Deus, oração constante, meditação nos ensinamentos divinos e vigilância em nossos atos e pensamentos serão a melhor proteção para qualquer possível maldição.

Ainda temos muito caminho pela frente, para conseguirmos sublimar nossos pensamentos, tendências, impulsos, desejos e sentimentos, ou seja, tudo aquilo que somos. E, se avançamos bastante no conhecimento de nosso mundo, ainda está faltando muita sabedoria para sentir, perdoar e amar, muito conhecimento sobre a vida futura, acerca de servir nosso próximo, em como exercer a humildade e tudo o que está relacionado com os ensinamentos do Cristo.

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